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16 doenças transmitidas por pragas urbanas e vetores

Conheça as 16 principais doenças transmitidas por pragas urbanas e causadas pelos vetores. As doenças causadas pelas pragas urbanas e vetores são, na sua grande maioria, classificadas como zoonoses. Pela definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), zoonoses são doenças ou infecções naturalmente transmissíveis entre animais vertebrados e seres humanos.

Neste contexto, existem algumas doenças nas quais os invertebrados possuem importante participação na transmissão como vetores, como é o caso da febre maculosa, transmitida das capivaras para o homem através da picada da praga chamada carrapatos.

Logo, pode se definir estes invertebrados como sendo vetores biológicos. Neles, ocorre multiplicação do agente infeccioso e posterior migração para a saliva, vindo a infectar o próximo hospedeiro onde vai se alimentar.

Há doenças que não precisa de um vetor para transmissão

E existem doenças em que não é necessária a participação de um vetor, a transmissão é direta animal/homem. Relacionando como as pragas, é o caso dos roedores, que transmite a doença leptospirose ao homem. Isto acontece pela eliminação da bactéria letospira spp pela urina e a penetração direta através da pele humana. É o caso também de morcegos hematófagos transmitindo o vírus da raiva para o homem através da saliva, no ato das mordeduras e lambedura na pele humana.

Alguns animais como pombos, morcegos e roedores, podem transmitir agentes infecciosos ao pulmão humano através de suas fezes contaminadas. São eles: Histoplasma capsulatum, Cryptococcus neoformans e Hantavírus; umedecê-las antes de manipulá-las e usar máscaras é bastante recomendável para prevenir a transmissão.

As pragas urbanas podem causar diversos agravos à saúde

As pragas urbanas como ratos, baratas, moscas e formigas potencialmente podem transmitir doenças como cólera, salmonelose, shiguelose, parasitoses, coccidioses, micoses e viroses, somente por carregar mecanicamente os agentes infecciosos em seu corpo e contaminar as superfícies por onde passarem; são chamados de vetores mecânicos. Por isto é que existe uma grande exigência por parte do Centro de Vigilância Sanitária de cada Estado no quesito controle integrado de pragas nas áreas onde se produz alimentos e produtos destinados à saúde.

Aranhas e escorpiões não estão relacionados com zoonoses, mas podem trazer outro tipo de agravo à saúde: os acidentes por animais peçonhentos. Quanto às aranhas, existem três em destaque no Brasil: armadeira (gênero Phoneutria), viúva negra (gênero Latrodectus) e aranha marrom (gênero Loxosceles).

Ectoparasitos como pulgas, carrapatos, piolhos e percevejos de cama são artrópodes que se alimentam de sangue animal ou humano. Além de estarem envolvidos com a transmissão de doenças, podem ocasionar grande incômodo pelo prurido intendo localizado ou generalizado, provocado pela picada e também abalo psicológico, em função da possibilidade da presença ou retorno parasitário.

Participação de vetores e pragas na transmissão de doenças

INSETOS / PRAGAS / ANIMAIS DOENÇAS TRANSMITIDAS OU RELACIONADAS
Baratas, formigas e mocas Salmonelose, listeriose, campilobacteriose, e outras doenças transmitidas por alimento (DTAs), verminoses como giardíase, oxiuríase, ascaríase, tricuriase e teníase.
Roedores Coriomeningite linfocítica, hantavirose, febres hemorrágicas, febre por mordedura do rato (Sodoku), salmonelose, leptospirose, peste bubônica, tifo murinho, brucelose, erisipela bolhosa, micose, doença de chagas, toxoplosmose, verminose, triquinose, esquistossomose, angiostronfilíase abdominal.
Pombos Histoplasmose, criptcocose e salmonelose.
Pulgas Mixomatose, tifo murinho, tularemia, salmoneloses, peste bubônica, tripanossomíase murina, himenolepíases, dilepidíase e filariose de cães.
Carrapatos Febre maculosa, doença de Lyme, erlichiose humana, febre das trincheiras, febre Q, encefalites e febres hemorrágicas.
Percevejos de cama Não existe descrição de transmissão de patógenos. Pesquisas mostraram que os vírus HIV e hepatite B, C e E não sobreviveram no parasito. Porém existe um potencial para adaptação de alphavírus em cimecídios de morcegos e pássaros na natureza.
Mosquito Aedes aegypti Dengue, febre amarela, febre chikungunya, doença causada pelo vírus Zika.
Mosquito Haemagogus sp Febre amarela
Mosquito Flebotomíneo Leishmaniose
Mosquito Anofeles sp Malária

 

Principais doenças transmitidas por vetores e pragas de importância em Saúde Pública no Brasil

DOENÇAS AGENTE INFECCIOSO VETOR / PRAGA ENVOLVIDA PRINCIPAIS / VERTEBRADOS
Febre Amarela Arbovírus – Gênero Flavivirus Mosquitos Haemagagus ssp (silvestre) – Aedes aegypti (urbana) Macaco/homem – Homem/homem
Dengue Arbovírus – Gênero Flavivirus Mosquito Aedes aegypti Homem/homem
Doença do vírus Zika Arbovírus – Gênero Flavivirus Mosquito Aedes aegypti Homem/homem
Leishmaniose Protozoário Leishmania spp Mosquito Lutzomyia e Phlebotomus Cão/homem
Malária Protozoário – Gênero Plasmodium Mosquito Anopheles Homem
Leptospirose Bactéria Leptospira spp Ratos Rato/homem/cão/animais silvestre
Hantavirose Hantavírus Ratos Rato/homem
Peste Bubônica Bactéria Yersinia pestis Pulgas, ratos Rato/homem
Salmonelose Bactéria Salmonella spp Ratos/Baratas Aves/mamíferos
Doença de Lyme Bactéria Borrelia burgdorferi Carrapato Homem/equino/animais silvestres
Febre Maculosa Bactéria Ricketsia rickettsii Carrapatos Equino/animais silvestres/homem
Triquinose Nematódeo Trichinella spirallis Roedor Suíno/roedor/homem
Histoplasmose Fungo Histoplasma capsulatum Pombos Pombo/morcego/homem
Criptococose Fungo Criptococcus neoformans Pombos Pombo/homem
Pediculose Ectoparasito piolho (Pediculus humanus, Phthirus pubis) Ectoparasito piolho (Pediculus humanus, Phthirus pubis) Homem

1. Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril, causada por vírus. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti em área urbana e por mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes em áreas silvestres. Possui dois ciclos distintos: febre amarela urbana e silvestre.

A febre amarela silvestre é uma zoonose, tendo como principais hospedeiros os macacos, sendo o homem o hospedeiro acidental. Em área urbana, a doença é transmitida homem a homem através da picada do mosquito Aedes aegypti (mesmo mosquito transmissor da dengue).

Sintomas da Febre Amarela

Os sintomas da Febre Amarela são febre alta de início abrupto, mal-estar, dor de cabeça, calafrios, cansaço. Os sintomas ocorrem aproximadamente por três dias e, em 85% dos casos, evoluem para a cura; 15% dos casos evoluem para formas graves com alta letalidade. Os sintomas desaparecem e reaparecem exacerbados, podendo ocorrer vômitos e fezes hemorrágicas.

Controle: a principal medida de controle é a vacinação das pessoas que habitam ou viajam para áreas endêmicas. O controle do vetor em áreas urbanas também é muito importante, associado ao uso de repelentes contra mosquitos.

2. Dengue

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, causada por vírus, transmitida no Brasil pelo mosquito Aedes aegypti. A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito que se alimenta em uma pessoa doente, e quando pica outra pessoa sadia, pode transmitir a doença.

Trata-se de um mosquito que faz a postura dos ovos preferencialmente em recipientes artificiais, no domicílio e peridomicílio, tolerando pequenas quantidades de matéria orgânica e necessitando de água limpa para eclosão das larvas.

Frequentemente utilizam pneus, recipientes plásticos, calhas e reservatórios de água. A postura é feita na parede do recipiente, mas o ovo precisa de umidade para eclodir.

Sintomas da Dengue

Os sintomas da Dengue são febre alta (39 a 40°C) que surge subitamente, mal-estar, ores no corpo. A educação em saúde é fundamental, a maneira mais eficaz de controle é a eliminação mecânica dos criadouros e o uso de larvicidas em locais onde a água não pode ser eliminada ou removida, associada ao uso racional de inseticidas, larvicidas e repelentes.

Foi desenvolvida uma vacina Dengvaxia da Sanofi, porem sua eficácia ainda não é considerada alta, cerca de 65,6% de proteção. Ela protege contra os 4 sorotipos do vírus da dengue, porém, para o sorotipo 2, a eficácia ainda é menor, cerca de 47,1%. Apesar disto, seu uso é recomendado, pois protege o indivíduo de uma forma mais grave da dengue naqueles que já tiveram a infecção. O Instituto Butantã está finalizando os estudos no desenvolvimento de uma vacina.

3. Febre Chikungunya

A febre chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada por vírus, transmitida no Brasil pelos mesmos mosquitos que transmitem a dengue e a doença do vírus Zika, o Aedes aegypti e Aedes albopictus.

A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito, a fêmea se alimenta do sangue de uma pessoa doente, e, quando pica outra pessoa sadia, pode transmitir a doença.

Até 2016, o vírus circulava somente em alguns países da África e Ásia, os primeiros relatos de epidemia ocorreram por volta de 1952 na Tanzânia (África leste), onde denominaram a doença chikungunya, ou, “aquele que se curva”. Até 2015, já se identificou o vírus em mais de 60 países na Ásia, África, Europa e Américas. No Brasil, os primeiros casos começaram a ocorrer em setembro de 2014 no Oiapoque (AP) e Feira de Santana (BA) e, a partir de então, vários países americanos têm notificado infecções esporádicas.

Sintomas da Febre Chikungunya

Os sintomas da Febre Chickungunya são febre alta (39 a 40°C) que começa subitamente, dores intensas nas articulações de dedos, tornozelos e pulsos (somente em 70 a 100% dos casos). Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele, que coçam intensamente. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. As mortes são raras, complicações ocorrem, como a persistência das dores articulares por meses ou até anos.

Risco de transmissão da mães-filho na gestação: é incomum, mas se a gestante for infectada no período próximo ao parto, o bebê pode apresentar sintomas da doença e manifestações graves (em até 50% dos casos) no sistema nervoso central, circulatório e pele.

As medidas de controle do mosquito transmissor Aedes aegypti e Aedes albopictus, principalmente eliminação de criadouros, associados ao uso racional de inseticidas, larvicidas e repelentes.

Em teste no ano de 2015, em um bairro de Piracicaba, foram soltos mosquitos machos geneticamente modificados, cuja, função seria de se reproduzir com fêmeas na natureza, gerando ovos inviáveis, ou seja, que não geram novos mosquitos. Isto trouxe bons resultados, como a redução em 82% de quantidade de larvas na região estudada e redução do número de casos de dengue de 124 para 9. A empresa já obteve aval da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para operar, porque a metodologia foi considerada segura. A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), porém, ainda não concedeu autorização para comercialização do serviço. Uma vacina ainda não existe.

4. Doença do vírus Zika

O vírus Zika é uma doença infecciosa caracterizada por sintomas leves de febre e dores musculares, associada à conjuntivite e às erupções na pele, causada por vírus, transmitida no Brasil pelos mesmos mosquitos que transmitem a dengue e a chikungnuya, o Aedes aegypti e Aedes albopictus.

A transmissão ocorre homem a homem, através da picada do mosquito. Quando pica outro indivíduo sadio, pode transmitir a doença. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o vírus Zika é um vírus recente, transmitido pelo mosquito. Esse vírus foi inicialmente identificado na África, especificamente em Uganda, na floresta de Zika, em 1947, em macacos Rhesus, através de uma rede de monitorização da febre amarela selvagem.

Posteriormente, foi identificado em seres humanos, em 1952, na Nigéria. Têm-se registrados surtos da doença do vírus Zika na África, nas Américas, na Ásia e no Pacífico. Entre 2007 e 2013, foram notificados os primeiros casos no Pacífico (Polinésia Francesa e Yap). Nas Américas, particularmente na Colômbia e no Brasil (Natal – RN), os primeiros casos foram identificados no início de 2015. Desde outubro de 2015, outros países e territórios das Américas vêm registrando a presença do vírus.

Sintomas da doença do vírus Zika

Os sintomas da doença do vírus Zika são febre leve ou ausente, dores menos intensas nas articulações em geral nas extremidades, às vezes acompanhadas de inchaço, olhos vermelhos e aversão à luz, manchas vermelhas na pele que coçam intensamente. Estes sintomas costumam durar de 2 a 7 dias. Têm sido descritas complicações neurológicas e autoimunes da doença. E, de fato, existe uma forte suspeita da relação entres vírus Zika e casos de Síndrome de Guillain-Barré, que é caracterizada pelo comprometimento do sistema nervoso ao ser atacado pelo sistema imune, e pode causar paralisia. O aumento total na incidência do problema no país foi de 19% em 2015, em relação a outros anos. Em 2016, estudos sobre esta correlação estão em andamento.

Risco de transmissão mãe-filho na gestação: o aumento de casos de bebês que nasceram com microcefalia em 2015 no nordeste brasileiro tem levado à hipótese que esteja associado à infestação pelo vírus Zika das mães durante os primeiros meses de gestação. A hipótese é reforçada por um conjunto cada vez maior de evidências encontradas, como o isolamento do vírus no líquido amniótico de gestantes com fetos microcéfalos. Contudo, é preciso maior avanço nas pesquisas para confirmar esta relação, que nunca havia sido descrita no mundo até 2015.

Controle: medidas de controle do mosquito transmissor Aedes aegypti e Aedes albopictus, principalmente eliminação de criadouros, associado ao uso racional de inseticidas, larvicidas e repelentes. Durante os surtos, as autoridades sanitárias poderão aconselhar usar a pulverização de inseticidas. Os compostos químicos recomendados pelo Esquema de Avaliação de Pesticidas da OMS podem também ser usados como larvicidas, para tratar recipientes de água relativamente grandes.

5. Leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa, causada por um protozoário do gênero Leishmania e transmitida pelos mosquitos do gênero Phlebotomus. Existem duas formas distintas da doença: Visceral, conhecida como calazar e Tegumentar conhecida como úlcera de Bauru.

O mosquito fêmea alimenta-se principalmente do sangue de canídeos e roedores, e o protozoário precisa realizar parte do seu ciclo no corpo do inseto para se tornar infectante. O homem entra acidentalmente na cadeia de transmissão.

É comum em áreas de florestas, mas há ciclos urbanos relacionado ao cão como principal hospedeiro vertebrado. Geralmente a lesão cutânea/tegumentar ocorre no local da picada e leva à destruição dos tecidos; na leishmaniose visceral o parasita migra para os órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea e, se deixado sem tratamento quase sempre resultara na morte do hospedeiro. Existem diversas espécies de flebótomos envolvidos na transmissão.

Sintomas da leishmaniose

Tegumentar: úlcera cutânea, formada a partir da picada do mosquito, que aumenta de tamanho e não cicatriza, independe de cuidados adotados. O tratamento é feito com medicação sistemática, específica para matar o protozoário.

Visceral: a infecção pode ser assintomática e inaparente, na forma clássica, o paciente tem febre, anorexia, perda de peso, severa anemia com palidez de pele e mucosas, aumento do volume no abdômen e hemorragias.

Controle: em áreas urbanas epidêmicas, eliminar cães doentes, pois não respondem bem ao tratamento, e tratamento humano medicamentoso para prevenir e eliminar a transmissão. O controle do vetor com eliminação de possíveis criadouros é indicado também como medida complementar.

6. Malária

A malária é uma doença infecciosa febril, causada por protozoário do gênero Plasmodium. Transmitida por mosquitos do gênero Anopheles. É uma das maiores causas de mortalidade infantil no mundo, pois a cada minuto uma criança more vítima desta doença. Segundo a OMS, em 2013, foram registrados mais de 198 milhões de casos de malária, com 584 mil mortes.

Existem três principais espécies do protozoário causador da Malária, e também diversas espécies de mosquitos anofelinos envolvidos na transmissão da doença. As formas infectantes do parasito são inoculadas no hospedeiro através da saliva da fêmea do mosquito. Outra forma de transmissão são as transfusões sanguíneas.

Sintomas da Malária

Os sintomas da Malária manifestam-se por episódios de calafrios seguidos de febre alta por aproximadamente três horas. Pode ocorrer vômito, dor de cabeça, mal-estar e dores nas articulações. Passada a crise, passam todos os sintomas, que retornam no dia seguinte. Excepcionalmente evolui para formas graves, podendo ocorrer óbito do paciente, mas geralmente o tratamento possui excelente resposta.

Controle: aos que viajam ou habitam áreas endêmicas, recomenda-se o uso de repelentes, mosquiteiros encharcados com inseticidas e a aplicação de inseticidas nas edificações.

Prevenção: em julho de 2015, a primeira vacina de atuação limitada (dura pouco tempo), foi aprovada pelo órgão regulador de medicamentos da Europa. Desenvolvida por uma indústria farmacêutica britânica, e chama-se Mosquirix. Vacinação é uma forma promissora no combate às doenças principalmente em áreas endêmicas.

7. Leptospirose

Leptospirose é uma doença infecciosa febril causada por bactérias do gênero Leptospira. Existem vários sorovares da bactéria, que provocam desde formas leves da doença até formas muito graves. As leptospiras podem ser transmitidas pela urina de diversos mamíferos, sendo os roedores o principal reservatório da doença.

Esta bactéria resiste longos períodos em locais úmidos e sombreados, não tolera o ressecamento, a ação do sol, temperatura alta e meios ácidos. Em áreas urbanas, a ratazana (Rattus norvegicus) é o principal reservatório da leptospirose.

A doença frequentemente tem a transmissão intensificada em períodos chuvosos, em função das enchentes. A bactéria penetra no corpo em contato com a pele fragilizada ou com qualquer ferimento. São susceptíveis: o homem, roedores e diversos mamíferos silvestres e domésticos como bovino, suínos e cães.

Sintomas da Leptospirose

Os principais sintomas da Leptospirose são febre, dor de cabeça, indisposição, dores musculares, especialmente na panturrilha. Evolui causando comprometimento renal e hepático. O grau de severidade da doença leptospirose é muito variável, podendo ocorrer desde sintomas muito leves, como se estivesse com gripe, a óbito. A doença tem entre 10 a 15% de letalidade.

Controle: o combate das populações urbanas de roedores, e também em áreas agrícolas. Uso de luvas, quando em contato com locais que podem ter presença de urina, como ralos, bueiros, terra, limpeza de pisos e locais com possível presença de urina utilizando cloro diluído em água.

8. Hantavirose

A hantavirose é uma doença infecciosa, zoonose emergente causada pelo Hantavírus. É transmitida através das fezes de roedores que, ressecada, formam aerossóis que infectam novos hospedeiros por inalação, pois os vírus ficam em suspensão no ambiente.

Sintomas da Hantavirose

Os principais envolvidos na transmissão são algumas espécies de roedores silvestres. Existem duas formas clínicas distintas, febre hemorrágica com síndrome renal e síndrome cardiopulmonar. A doença se manifesta de diferentes formas, podendo apresentar desde febre até quadros pulmonares/cardiovasculares e hemorrágicos com comprometimento pulmonar. Podendo ocorrer dores lombares e abdominais, vômitos e dor de cabeça.

Controle: controle da população murina e limpeza de locais onde há acúmulos de fezes de ratos; para limpeza dos locais onde há presença de fezes, fazer uso de máscara descartável para poeira e umedecer o ambiente antes da remoção das fezes. Os vírus são transmitidos através de secreções de roedores contaminados, especialmente fezes. Em áreas com superpopulação de ratos, o serviço de dedetização deve acompanhar a técnica de desratização.

9. Peste Bubônica

Peste bubônica é uma doença causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida através da picada da pulga do rato, Xenopsylla cheopis. Os reservatórios são roedores silvestres e urbanos. Pode ocorrer também em felídeos e o homem é infectado acidentalmente.

O agente completa seu ciclo evolutivo no interior das pulgas e é regurgitado no momento da picada, penetrando então no corpo do hospedeiro. Após a mortalidade dos ratos, especialmente em locais com muita infestação, as pulgas podem parasitar o homem, transmitindo então a doença.

Sintomas da Peste Bubônica

Há três formas clínicas, bubônica, septicêmica e pneumônica. O período de incubação varia de 2 a 6 dias. No Brasil ocorre principalmente a forma bubônica, com presença de febre, dor de cabeça, anorexia, náusea, vômito, confusão mental, os sintomas e sua intensidade variam. Na forma bubônica, forma-se nódulos (bubões), provenientes da inflamação dos linfonodos próximos à região onde ocorreu a picada da pulga.

Controle: o controle de ratos é fundamental para conter a peste bubônica. Em áreas endêmicas, a desinsetização deve acompanhar a desratização.

10. Salmonelose

Salmonelose é uma doença causada por bactérias do gênero Salmonella, transmitida ao homem através da ingestão de alimentos e água contaminada. Os intestinos de aves domésticas, silvestres e mamíferos são importantes reservatórios de salmonelas.

O homem pode se contaminar ingerindo carnes de animais, ovos ou outros alimentos e água contaminada. A contaminação por salmonela pode vir do próprio alimento ou através da transmissão mecânica realizada pelas pragas (baratas, moscas, formigas e roedores) que coabitam no ambiente doméstico com o homem.

Sintomas da Salmonelose

Dor abdominal, diarreia, febre, prostração, vômito e dor de cabeça. Pode apresentar sintomatologia leve até grave, dependendo da resistência do hospedeiro e das características da bactéria.

Controle: técnicas de segurança alimentar são muito importantes, tais como a higiene do ambiente e manipuladores, manejo das criações de aves, controle adequado de pragas, desde a produção até o consumo.

11. Doença de Lyme

Doença de Lyme é uma zoonose emergente, causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapato. A doença é causada através da picada de carrapatos, que se alimentam em animais silvestres, principalmente. O carrapato deve parasitar o hospedeiro pelo menos por 24 horas para transmitir o agente.

Sintomas da Doença de Lyme

Caracterizado por lesão cutânea, após o indivíduo ser parasitado por carrapatos. A lesão se inicia por uma pequena pápula avermelhada, que aumenta levemente, tornado uma forma arredondada com bordas regulares. Pode ser única ou múltiplas, acompanhadas de febre, dores musculares e de cabeça, dores articulares migratórias, evoluindo para sintomatologia nervosa, com comprometimento articular, cardíaco e oftálmico.

A letalidade da doença de Lyme depende do tratamento ser precoce ou não, mas é de aproximadamente 20%. Controle: os doentes devem ser tratados, preferencialmente, com detecção dos casos. Cuidados como uso de roupas claras, calçados dentro das botas e inspeção periódica do corpo para remoção de possíveis carrapatos quando adentrarmos em áreas de mata são recomendáveis e controle de carrapatos dos animais infestados do ambiente.

12. Febre Maculosa

A febre maculosa é uma infecção febril aguda, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida, no Brasil, pela picada do carrapato estrela ou micuim da espécie Amblyoma cajennense. O principal vetor do agente são as capivaras, antas, equinos e gambás.

Ocorre em diversas regiões do Brasil e do mundo e o homem é o hospedeiro acidental. O carrapato estrela pode ser encontrado em aves e mamíferos domésticos e silvestres e, de forma oportunista, pode parasitar o homem. O carrapato infectado precisa ficar algumas horas parasitando o hospedeiro para ocorrer a transmissão.

Sintomas da Febre Maculosa

Começam a aparecer entre 2 e 14 dias após a picada do carrapato. Começam com febre alta, dor no corpo e cabeça, inapetência; depois aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, transformando-se em maculopápulas. A erupção cutânea é generalizada e, se a doença não for diagnosticada e tratada a tempo pode levar a óbito.

Controle: é importante conhecer as áreas endêmicas. Cuidados especiais devem ser tomados quando visitar matas, utilizando preferencialmente roupas claras, calças dentro de botas e não levar animais domésticos para passeios em áreas de mata.

Controle de carrapatos deve ser realizado nos animais domésticos e no ambiente domiciliar, quando forem detectadas infestações em áreas urbanas, no domicílio e periodomicílio.

13. Triquinose

A triquinose é uma doença parasitária causada pela Trichinella spiralis, que é um verme, um nematódeo intestinal. É transmitida ao homem através da ingestão de carne de porco contaminada e mal cozida.

Os suínos se contaminam ingerindo alimentos contaminados, muitas vezes por fezes de roedores. Ocorre em muitos países do mundo, mas é uma doença rara. Em casos muito raros, ocorre por ingestão de carne de javali.

Sintomas da Triquinose

Na maioria das vezes não apresenta sintomas, os sintomas variam em função do número de larvas ingeridas e do estado físico geral do paciente. O inchaço das pálpebras é um dos primeiros sintomas a aparecer, seguidos de hemorragia nos olhos e dor intensa, erupções cutâneas e hemorragias sob as unhas. O corre dor muscular, especialmente dos músculos respiratórios e da deglutição.

É importante que os criadores fiquem atentos à procedência e armazenamento dos alimentos fornecidos aos suínos.

14. Histoplasmose

A Histoplasmose é uma infecção pelo fundo Histoplasma capsulatum. Frequentemente em fezes de pombos e outras aves, transmitida ao homem através da inalação, especialmente quando adentram em locais com acúmulo de fezes de morcegos, aves ou pelo contato permanente com fezes de pombos.

Os focos de infecção são comuns em muitas áreas do mundo. A enfermidade clínica é pouco frequente, não há transmissão homem a homem ou animal/homem.

Sintomas da Histoplasmose

Há muitos casos sem sintomas, quando há sintomas, a dificuldade de respirar e a tosse frequentemente ocorre. Há diversas formas distintas de manifestação da doença, a maioria ligada à sintomatologia pulmonar e cutânea também, com presença de febre e cefaleia.

Controle: orientações relativas à eliminação dos abrigos de aves nas edificações de uso humano. Uso de máscaras quando adentrar qualquer possível abrigo de aves e morcegos. Limpeza dos acúmulos de fezes no forro e outros abrigos, utilizando-se de máscara descartável para pó e umedecendo o local antes da varrição.

15. Criptococose

Criptococose é uma doença causada pelo fungo Criptococo neoformans. O homem adquire a doença, como na Histoplasmose, inalando esporos de fungos em um ambiente, geralmente com presença de fezes de aves, especialmente pombos. É uma doença cosmopolita, de ocorrência esporádica, acomete principalmente adultos. Pode ocorrer em gatos, cavalos e vacas. Não há transmissão direta homem a homem ou animal/homem.

Sintomas Criptococose

Geralmente se manifestam como uma meningite aguda ou crônica, seguidos de comprometimento pulmonar, articular, muscular, ósseos e do braço. A meningite, se não tratada a tempo pode levar a óbito, podem ocorrer lesões na pele. Controle: o controle em relação a criptococose são os mesmos dos citados no caso da histoplasmose.

16. Pediculose

A pediculose é uma infecção parasitária provocada pela infestação de piolhos, existem os piolhos humanos de cabeça (Pediculus humanus capitis), de corpo (Pediculus humanus corporis), e da região pubiana (Phthitus pubis).

Os piolhos de cabeça alimentam-se de sangues e as fêmeas fazem a postura de ovos nos fios de cabelo do hospedeiro. Em infestações altas, podem ficar nas camas e em locais onde as pessoas que estão infestadas transitam. Os piolhos de corpo e pubianos também se alimentam de sangue e as fêmeas realizam a postura em frestas, costuras de estofados, dobras de roupas, infestando o ambiente.

Sintomas da Pediculose

Inicia-se com coceira, cuja intensidade aumenta, caso o tratamento não seja realizado. Podem ocorrer dermatites severas, com coceira intensa na região específica, infestada por uma das espécies mencionadas. Além dos ferimentos que provocam, podem transmitir doenças, principalmente através das fezes: tifo exantemático, febre das trincheiras e febre recorrente.

Controle: quando ocorre infestação, é necessário tratar, através de controle químico, o ambiente e as roupas; as pessoas que apresentam sinais de infestação também devem ser tratadas.

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