Pombo: símbolo da paz ou praga urbana?

O pombo não é uma praga urbana segundo o IbamaPombo transforma-se em praga urbana! Dotadas de impressionante capacidade de adaptação, o pombo é cada vez mais numerosos nas grandes cidades e é considerado praga urbana. Mas existem formas eficientes e não cruéis de mantê-los bem longe do imóvel.

Um dia consideradas símbolos da paz, hoje os pombos são mais conhecidos como pragas urbanas. Cada vez em maiores quantidades, o pombo é uma praga urbana que causa preocupações às autoridades sanitárias, pois s ão hospedeiras de parasitas que podem ser nocivos à saúde humana.

Com facilidade de reprodução, a espécie de pombo comuns em cidades, cientificamente conhecida como Columba livia, pode ter entre cinco e seis ninhadas por ano, em geral, nascem dois filhotes por vez. O habitat preferido dessas pragas urbanas são os telhados de casas, edifícios, obras e galpões. “Pombos constroem seus ninhos em locais de difícil acesso para os humanos, mas as pragas urbanas descem ao solo para se alimentar de grãos e sementes”, conta Cleber Machado, representante operacional da Ribeira Dedetizadora.

O pombo não é uma praga urbana segundo o Ibama

Mas o fato de os pombos serem potenciais transmissores de doenças e fontes de problemas, além dos incômodos causados pelas pombas, não justifica que se utilizem métodos cruéis para combatê-los, mesmo sendo consideradas pragas urbanas pela população. Manolo S. Rodrigues, chefe do departamento técnico de dedetização da Ribeira, alerta: os pombos são integrantes da fauna exótica brasileira e protegidos pela legislação. “Segundo o Ibama, o pombo é um animal sinantrópico e não uma praga urbana, que coabita com o homem, e é passível de controle por meio de manejo ambiental”, explica.

Por isso, qualquer ação feita para pombo que resulte em morte ou danos físicos pode ser considerada crime, cabendo a aplicação das penas previstas em lei. Quando necessário, o Centro de Controle de Zoonoses recomenda que se adotem medidas como a formação de barreiras que impeçam o abrigo ou o pouso da praga urbana em questão, além da eliminação da fonte de alimentos, quando identificada.

A proliferação excessiva dessas pragas urbanas desencadeia problemas para o meio ambiente e afeta a qualidade de vida das pessoas. Os pombos têm, na natureza, a importante função de controlar os insetos e replantar as sementes das plantas que comem. Quando recebem alimento fácil e se estabelecem no meio urbano, como condomínios, elas deixam de buscar alimentos adequados à sua dieta, como grãos, frutos e insetos, e não cumprem esse papel.

Portanto, os responsáveis pelos imóveis devem evitar a proliferação de pombos usando formas de afugentá-las. Esse processo de combate a praga urbana deve ser feito com a criação de barreiras físicas. “Primeiro, procede-se à limpeza e à descontaminação de telhas e forros. Depois, são fechados todos os acessos e vãos.

Problema causados por pombos

A inalação da poeira que resultadas fezes secas dos pombos pode transmitir doenças como histoplasmose e criptococose por esta praga urbana, que atingem o aparelho respiratório e podem afetar o sistema nervoso central. Já a ingestão de alimentos contaminados pode causar salmonela, que compromete o aparelho digestivo. Há, ainda, o risco de dermatites, causadas pelo contato da pele do homem com as aves ou ninhos.

Também existe o problema de danos ao patrimônio, uma vez que as fezes ácidas dos pombos impregnam nas paredes, provocam manchas em superfícies metálicas e degradação da madeira. Um outro problema causado por essa praga urbana é o acúmulo de fezes, penas e restos do ninho também podem entupir as calhas e tubulações.

Qual os métodos para espantar os pombos?

É preciso criar obstáculos que dificultem o estabelecimento dos pombos nas residências, bem como a criação de ninhos. Isso pode ser feito por meio de telas de proteção e espículas, hastes pontiagudas que evitam que a praga urbana pouse no local, mas não as machucam.

Outra técnica comum para ajudar a afastar pombos é o uso de um gel repelente. “O produto tem o efeito de uma cola, que incomoda esse tipo de praga urbana, fazendo com que ela passe a evitar o local. A aplicação deve ser feita em lugares altos, não oferecendo riscos aos moradores e animais de estimação.

No entanto, este método de combate aos pombos pode apresentar alguns inconvenientes. Dependendo da temperatura, ou até mesmo da ocorrência de chuvas, o gel usado para incomodar o pouso da praga urbana pode manchar as paredes do prédio. Ainda, que o produto tem durabilidade de três meses, devendo ser reaplicado após esse período. Já as espículas apresentam durabilidade mais longa, de um a dois anos.

Conclusão

Além dessas técnicas para controlar infestação de pragas urbanas é importante ficar atento aos itens que atraem os pombos ao local: alimento, água e abrigo. Por isso, é recomendado que não sejam deixadas caixas e sobras de materiais no forro, pois elas podem propiciar a criação de ninhos.

Também é fundamental que os moradores orientem bem os vizinhos para que eles não alimentem os pombos. Como esses animais são pragas urbanas muito territorialistas, tendem a se fixar nos locais em que encontram comida, ressalta o especialista, acrescentando que este é um processo que envolve todos.

Como medidas gerais devemos considerar os hábitos, o comportamento, as condições da água, o abrigo e o alimento da espécie de pombo em questão, bem como os fatores predisponentes da infestação local da praga urbana, aplicando-se as medidas de manipulação ambiental cabíveis e realizando-se modificações necessárias aos cuidados de limpeza e higiene.

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