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Raticidas: Princípio ativo, Formulações e Técnicas de aplicação

Conheça os princípios ativos de raticidas, as formulações atualmente permitidas para o combate de roedores e as melhores técnicas de aplicação para eliminação das 03 espécies de ratos mais comuns no Brasil.

Apesar dos raticidas derivados dos cumarínicos serem um veneno permitidos pelo Ministério da Saúde na eliminação de ratos, terem ação lenta, antídoto, serem confiáveis, possuírem substância amargante para seres humanos e animais domésticos, os produtos de desratização para eliminar ratos continuam sendo produtos tóxicos.

Além disso, não são seletivos quanto à espécie, podendo atuar sobre repteis, pássaros e mamíferos, os raticidas devem ser dispostos no ambiente com muito critério, visando reduzir ao máximo o acesso, principalmente de animais e crianças.

Desta forma é fundamental que a dedetizadora utilize como meio de proteção para os raticidas, caixas porta iscas, manilhas, telhas, atrás de equipamentos do lar como máquinas de lavar roupa, são artifícios que aumentam a segurança no uso dos raticidas.

Princípio ativo de raticidas

Os princípios ativos de raticidas permitidos pela legislação vigente são os cumarínicos e os mais utilizados são:

  • Hidroxicumarina;
  • Cumatetralil;
  • Cumacloro;
  • Bromadialone;
  • Difenacum;
  • Flocoumafen;
  • Difetialone;
  • E os derivados de Indandiona, que são: Clorfacinona, Difacinona e Pindona.

Os raticidas têm ação anticoagulante, portanto, interferem no processo de coagulação sanguínea dos ratos, inibindo a síntese da protrombina, os roedores morrem por hemorragia, em torno de 3 a 7 dias após a ingestão do veneno. São classificados como raticidas de dose múltipla e de dose única.

Qual a diferença entre raticida de dose múltipla e dose única?

Um raticida de dose múltipla precisa ser ingerido diversas vezes e, pelo efeito cumulativo, chega a causar o óbito do rato. Já o raticida de dose única pode ser ingerido uma única vez para alcançar o mesmo efeito. Os anticoagulantes têm antídoto capaz de reverter o processo de intoxicação, que é a vitamina k1.

Todos os raticidas que causam mortalidade imediata dos ratos (raticidas agudos), como é o caso do chumbinho, são proibidos desde 1982, infelizmente, diversos produtos proibidos e de alto risco ainda são encontrados à venda e até mesmo empresas de dedetização irresponsáveis utilizam deste artificio para acabar com os ratos de forma mais rápida, mas colocam em grande risco à saúde do cliente e seus animais de estimação. A maioria dos raticidas são venenos de ação fulminante não tem antídoto e, em caso de acidente ou de ser ingerido por uma espécie não alvo do controle, podem levar à morte.

Os princípios ativos de raticidas mais conhecidos entre os produtos proibidos 

  • Aldicarb, popularmente conhecido como “chumbinho”;
  • Monofluoracetato de sódio, conhecido como composto 1080;
  • Fluoracetamida, conhecida como composto 1081.

Esses raticidas não devem ser usados: são letais, agudos e ilegais. Além disto, os venenos em questão por causarem mortalidade imediata, indivíduos da colônia de ratos associam o produto ao óbito e não o consomem. Por consequência, a desratização (controle de ratos) não é alcançada com este método de combate.

O uso de substâncias fumigantes (brometo de metila e fosfeto de alumínio) para o controle de roedores também não é permitido desde 1997 pela portaria nº 321 do MS/SNVS.

Formulações de raticidas

São 05 as principais formulações de raticidas:

  • Raticidas iscas parafinadas;
  • Raticidas iscas granuladas ou peletizadas;
  • Raticida pó de contato (dose múltipla);
  • Raticida iscas frescas;
  • Raticidas com grãos integrais.

A princípio, qualquer formulação de raticida registrada no Ministério da Saúde pode ser usada em qualquer local na eliminação dos ratos, exceção feita aos raticidas de pó de contato, que não devem ser utilizadas dentro das áreas edificadas, ou em locais de circulação de pessoas e animais. Cães, gatos e suínos são altamente sensíveis ao cumafeno. Somente se aplica raticida em pó dentro de uma área edificada se ela estiver sem uso e com trilhas visíveis de roedor.

As formulações de raticidas vêm sendo aprimoradas ao longo dos anos com o objetivo de melhorar a palatabilidade e estabilidade de acordo com o ambiente onde os ratos frequentam. Por exemplo, as formulações dos raticidas parafinados são muito úteis para as áreas úmidas, tais como ralos, caixas de inspeção, bueiros, etc. No entanto para aumentar a estabilidade do raticida na presença de umidade ambiente, a introdução de parafina no raticida afetou a palatabilidade. Sua aceitação pelos ratos de telhado é limitada, o que não ocorre com ratazanas.

Formulação de raticida prensada uma inovação no combate aos ratos

Hoje, o mercado de produtos de dedetização busca aumentar a atratividade do raticida, sem diminuir a estabilidade do produto, é o caso das formulações prensadas, cujo efeito mecânico das prensas hidráulicas confere a forma e consistência à isca raticida e não sofrem ação de temperatura, preservando as características organolépticas originais dos grãos que a compõe.

As formulações de raticidas granuladas são utilizadas principalmente para o combate de ratos de telhado por conta da maior atratividade existente nelas. Alguns raticidas são feitos com grãos triturados, algumas com sementes de girassol e outras compostas em peletes.

Em um estudo feito pelo Instituto Biológico em 2011, verificou-se que os raticidas de semente de girassol apresentam maior resistência às condições climáticas do período de primavera e verão frente aos raticidas à base de grãos, que mofaram rapidamente. O uso de caixas porta iscas é indicado para todos os locais de passagem de pessoas, em depósitos e em armazéns.

Os principais objetivos de usar porta iscas para proteger o raticida 

  • Não deixar o raticida visível;
  • Protegê-los o raticida de chuva e da umidade;
  • Garantir que o raticida ficará no local colocado;
  • Monitorar o consumo de raticida com mais segurança;
  • Possibilitar a elaboração de croqui com os pontos de raticidas.

Muitas vezes, a caixa porta isca atrapalha um pouco na atratividade do raticida. Já houve várias constatações de ratos que passaram sobre a caixa protetora, sem entrarem, portanto, sem consumir o raticida.

Sempre que possível, a caixa porta isca deve ser fixada e etiquetada, constando as datas de monitoramento e reposição de raticida. Ideal é que se substituam o raticida no prazo de até 6 meses, para garantir que elas estejam atrativas para os ratos no ponto de monitoramento.

E as placas de cola, quando e como fazer a melhor escolha na substituição do raticida? 

  • Existem as placas adesivas para ratos, que são “ratoeiras modernas”. Quando as placas são utilizadas, também devemos ter cuidado com a segurança, para que nenhuma criança ou animal tenham contato direto, existem também as caixas túneis protetoras para as placas. Apesar de se tratar de um método legal de combate aos ratos, estas placas adesivas causam sofrimento do roedor, pois fica aderido à placa e permanece vivo, morrendo após grande sofrimento.
  • Existem locais que, em função das exigências de auditorias externa e interna e de padronização de processos, não permitem o uso de produtos raticidas químicos nas áreas internas como em áreas de produção, apesar de não haver restrição legal quanto ao uso de raticidas nas áreas edificadas e de armazenamento.
  • Nos casos em que o contratante não permite o uso de raticidas químicos em áreas internas, é fundamental que as medidas corretivas quanto à manutenção predial, especialmente quanto à vedação dos pontos de acesso dos ratos, sejam seguidas rigorosamente, bem como as normas de armazenamento, organização e limpeza. O raticida em área externa deve ser bastante criteriosa, nesses casos é indicado utilizarmos placas adesivas nas áreas internas.

Técnicas e cuidados na aplicação de raticida

Quanto as técnicas de aplicação de raticida bem como os cuidados na aplicação, recomenda-se que em locais com presença de infestação de ratos, um tratamento conste pelo menos duas aplicações, com um intervalo de 3 meses entre as aplicações, objetivando apanhar os roedores que não tiveram a chance de obter uma porção de raticida para si. Em casos de infestações altas, muitas vezes há necessidade de 04 aplicações no mesmo período para eliminar a população de ratos do local.

Na escolha dos pontos de raticidas deverão ser considerados 

  • A presença de sinais de ratos;
  • As possíveis rotas de passagem dos ratos;
  • Os pontos de entrada;
  • A segurança na colocação do raticida;
  • Possibilidade de acesso das crianças e de animais domésticos aos locais iscados.

A melhor forma de distribuir os raticidas na área infestada por ratos 

  • No combate à ratazana, devem-se dispor de raticida junto/dentro das tocas e trilhas ao nível do solo.
  • No combate aos ratos de telhado, os raticidas deverão ser oferecidos em locais altos como forros, patamares, sobre câmaras frias ou prateleiras altas e em locais sabidamente de passagem.
  • Já no combate aos camundongos, devem-se dispor de raticidas nos locais de passagem, repartindo o conteúdo em vários montículos distantes cerda de 05 metros um do outro, são animais inquietos e buscam sempre algo novo.

É fundamental que o dedetizador tenha conhecimento da legislação federal, estadual e municipal e esteja sempre atendo e atualizado quanto às normatizações existentes.

É permitida a reprodução parcial ou total deste conteúdo em outros sites e/ou blogs desde que mencionada a fonte – Fonte: Ribeira Dedetizadora – http://www.ddribeira.com.br/

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