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CAUSAS DA FALTA DE ÁGUA

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Seca nos rios, lagos e mananciais são os primeiros a dar sinais de crise hídrica

Seca nos rios, lagos e mananciais são os primeiros a dar sinais de crise hídrica

Hoje vamos falar um pouco sobre as Causas da Falta de Água. Inúmeros fatores contribuem para as causas da falta de água no mundo. Enumeramos as 06 principais que mais contribuem para a causa da falta de água, que na nossa opinião são:

  • O crescimento global;
  • A poluição por falta de saneamento;
  • O desmatamento;
  • A construção de hidrelétricas – que mudam o curso original dos rios;
  • O desperdício;
  • As drásticas mudanças climáticas pelas quais o planeta está passando.

Vamos falar a seguir sobre cada um desses fatores responsáveis pelas causas da crise hídrica.

 

Causas da falta de água 01: Crescimento populacional

A humanidade levou milhões de anos para chegar ao contingente de 1 bilhão de indivíduos, fato ocorrido em 1830. Menos de um século depois, em 1927, chegou ao seu segundo bilhão. O terceiro bilhão veio em 33 anos e o quarto chegou em 1974, apenas 14 anos depois. Em 2013, alcançamos 7,2 bilhões. A estimativa para 2050 é de mais de 9 bilhões de pessoas.

Crescimento populacional é uma das causas da crise hídrica

Crescimento populacional é uma das causas da crise hídrica

O ritmo dessa expansão preocupa os estudiosos do assunto desde 1978, quando o economista britânico Thomas Mathus previu que o crescimento populacional acabaria por suplantar o ritmo de ampliação da oferta de alimentos e água.

A FAO calcula que para atender as necessidades da população mundial em 2050 será preciso a produção de alimentos. A produção global de carne deverá ser de 463 milhões de toneladas até 2050 (eram 228 milhões de toneladas em 2010), o que elevará a demanda por grãos para ração a 553 milhões de toneladas.

A população crescente exerce uma pressão evidente sobre os mananciais de água doce. Os oceanos também não estão ilesos, porque pelo menos a metade dos habitantes do planeta vive numa faixa costeira que se estende até 60 quilômetros rumo ao interior. O aumento da população em 80 milhões de pessoas ao ano provoca a elevação da demanda mundial por água potável em 64 trilhões de litros ao ano.

No entanto, é preciso ponderar que o ritmo de crescimento populacional está caindo na maior parte do planeta. Em países em desenvolvimento, a taxa de natalidade passou de seis filhos por mulheres em 1950 para 2,5 em 2010.

No Brasil, o índice em 2010 era de dois filhos por mulher. A taxa mundial regrediu 1,2% por ano nesta década; o impacto humano sobre o meio ambiente, entretanto, ainda é relevante; o planeta ganhou mais de 75 milhões de habitantes por ano, a maioria na África e na Ásia.

 

Causas da falta de água 02: Saneamento e esgoto

Esgoto a céu aberto, falta de infraestrutura por parte do governo

Esgoto a céu aberto, falta de infraestrutura por parte do governo

Em muitos países, há cidades banhadas por rios que mais parecem esgotos a céu aberto. A mistura de efluentes agrícolas, industriais e residenciais inclui matéria orgânica, metais pesados e outros resíduos químicos que, na falta de coleta e tratamento adequados, acabam sendo arrastados para os cursos d’água.

Isso é especialmente grave em regiões que fazem baixos investimentos em saneamento básico – de modo geral é o que ocorre em países em desenvolvimento. A maioria das pessoas sem acesso a esgotamento sanitário adequando reside na Ásia (70% da população não tem esgoto) e na África Subsaariana (22%).

Nos países da América Latina e do Caribe, 16% da população não tem acesso à água potável; 20% vivem sem saneamento adequando e 51% só usam latrinas e fossas sépticas. Estima-se que 90% dos esgotos no mundo em desenvolvimento são despejados sem tratamento em oceanos, mares, rios e lagos.

Os lençóis freáticos, que pareceriam mais protegidos por fluir no subsolo também estão frequentemente contaminados. As águas subterrâneas de Mérida, no México, estão tão degradadas por esgotos e pela sujeira do solo arrastada pelas chuvas que já ameaçam contaminar os poços que abastecem a cidade.

O mesmo ocorre no Siri Lanka e em várias cidades indianas, Jacarta, a capital da Indonésia, que tem centenas de milhares de fossas sépticas, segue pelo mesmo caminho.

Os oceanos, apesar da abundância de suas águas, também enfrentam problemas similares, associados a derramamentos de petróleo, ao despejo de esgotos por emissários submarinos e o escoamento de contaminantes presentes na costa.

Pelo menos metade das áreas costeiras no planeta enfrenta pressões ambientais entre moderadas e extremas, devido ao crescimento populacional e aos projetos de desenvolvimento. Um exemplo é o ocorrido na região metropolitana de Tóquio que, com mais de 35,7 milhões de habitantes é a maior aglomeração humana no mundo – impôs o avanço das construções sobre a baia de Tóquio, que teve grande parte de suas praias aterradas.

 

Causas da falta de água 03: Desmatamento

O desmatamento é um dos principais problemas ambientais e está ligado diretamente as mudanças climáticas

O desmatamento é um dos principais problemas ambientais e está ligado diretamente as mudanças climáticas

A vegetação que margeia rios e lagos, conhecida como mata ciliar ou mata de galeria, ajuda a evitar que as margens desbarranquem. Quando essa vegetação é removida, o solo fica exposto à chuva e ao vento e, com frequência, é arrastado para dentro do corpo d’água.

Esse acúmulo de sedimentos no fundo chama-se assoreamento, fenômeno que faz com que o rio fique mais raso e com menor capacidade de escoamento.

O desmatamento afeta diretamente o ciclo hidrológico. Estudos comprovam que as florestas tropicais contribuem para a formação de chuvas a milhares de quilômetros de distância; levadas pelo vento, as grandes massas de vapor d’água produzidas pela mata compõem os chamados “rios voadores”, que se transformarão, ao longo de seu percurso, em chuva. Assim, o desmatamento da floresta Amazônica se reflete no clima do Sul, do Sudeste e Centro-Oeste do país, diminuindo as precipitações.

Em áreas urbanas, a derrubada da mata ciliar costuma ser acompanhada da ocupação indevida das margens, o que agrava o problema do assoreamento. A construção irregular de imóveis significa não apenas o lançamento de esgotos e dejetos nos rios, mas também a pavimentação do solo, o que impede a absorção das águas pluviais, que escorrem rapidamente para as áreas mais baixas, arrastando a sujeira acumulada nas ruas.

As bocas de lobo, que deveriam recolher a enxurrada, não dão conta do volume que recebem, mesmo porque frequentemente estão entupidas pelo lixo urbano. Nas baixadas, a água da chuva encontra o rio, que não tem capacidade de recebe-la e transborda, invadindo ruas e casas e parando o trânsito.

 

Causas da falta de água 04: Mudança de curso dos rios

A maior parte dos grandes rios do mundo está completamente fragmentada por barragens, canais e desvios. Ao longo dos séculos, o curso do Nilo, do Ganges, do Mississipi e do Danúbio sofreu inúmeras modificações.

O desvio do percurso dos rios é uma das causas da crise hídrica

O desvio do percurso dos rios é uma das causas da crise hídrica

Calcula-se que hoje existam cerca de 800 mil barragens no planeta, das quais 45 mil de grande porte. Suas finalidades: gerar energia, promover irrigação, distribuir água e controlar enchentes.

Como qualquer superfície hídrica, as barragens ficam expostas à irradiação solar e à evaporação, que é gigantesca: são 170 quilômetros cúbicos de água por ano, o que equivale e 7% de toda a água doce consumida pelas atividades humanas no mesmo período.

Embora essas águas acabem por se precipitar em forma de chuva, tal desvio implica um impacto considerável no balanço hídrico do planeta. Barragens e represas também podem modificar a composição, a temperatura e o ritmo de escoamento da água.

 

Causas da falta de água 05: Consumo excessivo

No início do século 21 já consumíamos seis vezes mais água doce do que em 1900, embora a população mundial não tenha crescido na mesma proporção ao longo do século.

Os altos padrões de consumo hídrico estão associados, sobretudo, à agricultura, que utiliza mais de 70% da água doce mundial – uma cifra que só tende a crescer: a Unesco prevê que até 2050 esse consumo deva aumentar no mínimo 20%. As indústrias consomem outros 22% dos recursos hídricos globais; o consumo, nesse caso, é bastante dependente da renda média do país; nos países ricos, as indústrias usam cerca de 40% dos recursos hídricos, enquanto nos pobres esse valor pode baixar até 5%.

Muitas pessoas ainda tem o hábito de lavar o carro com mangueira, gente nunca faça isso!

Muitas pessoas ainda tem o hábito de lavar o carro com mangueira, gente nunca faça isso!

O uso doméstico também tem sua possibilidade. Eletrodomésticos de alto consumo, como máquinas de lavar roupa, e práticas pouco recomendáveis, como a lavagem de automóveis e quintais com mangueira, multiplicam o volume de água de que as populações necessitam no cotidiano.

A consequência da super-exploração é o rebaixamento dos lençóis freáticos em várias partes do mundo, o que exige a escavação de poços cada vez mais profundos. O fenômeno ocorre tantos países desenvolvidos quantos nos mais ricos: no estado do Guajarat, na Índia, os excessos em bombeamentos fizeram com que os níveis do lençol freático níveis descessem até 40 metros.

Isso acabou agravando as disparidades sociais, por privar os produtores rurais mais pobres do acesso à água, que só é possível para quem pode pagar pelos equipamentos de perfuração. Já em algumas partes do estado norte-americano do Texas, nos últimos 60 anos, o rebaixamento chegou a 22 metros.

Nas regiões costeiras, a exploração excessiva dos lençóis freáticos tem outras consequências. Os vazios deixados pela retirada da água doce podem ser preenchidos pela água do mar. Isso resulta na salinização quase irreversível de uma faixa do litoral até então propícia à agricultura.

O fenômeno é particularmente intenso na Tailândia e em diversas ilhas da Indonésia, mas tem sido registrado também em outras partes do planeta. É o que aconteceu na planície costeira de Batinah, em Omã – um dos países com menor disponibilidade hídrica do mundo.

Uma vez salinizada, a área tornou-se completamente impropria para o cultivo. Em Madras, na Índia, a água salgada chegou a avançar 10 quilômetros continente adentro, comprometendo vários poços usados na irrigação.

O mar de Aral, na Ásia Central, é um exemplo dramático dos resultados da exploração excessiva e desordenada. O Aral – que não é um mar, mas um lago – perdeu, ao longo do século passado, um terço de sua área, dois terços da sua água e quase todos os seus organismos vivos.

A cidade de Muynak, no Uzbequistão, que antes ficava à sua margem, hoje está a uma distância de 75 quilômetros, devido ao recuo das águas. As fazendas de seu entorno ficam cobertas por um pó branco semelhante a uma fina neve: é o sal originado de décadas de irrigação descontrolada que se espalha pelas superfícies.

O Aral, que já foi o quarto maior lago do mundo, foi vítima da má gestão da água durante o governo soviético. Nos anos 1950, foi escolhido como modelo da agricultura coletiva planificada, embora estivesse no meio de uma região semidesértica.

Para que se pudesse plantar ali, primeiro foi aberto, em 1956, o canal Kara Kum, junto à fronteira afegã, para recolher água do rio Amu Dayara foram construídos mais três canais de irrigação.

Tais obras reduziram muito a quantidade da água que chegava ao lago, de modo que, nas décadas seguintes, o seu nível começou a baixar – provavelmente de forma irreversível.

 

Causas da falta de água 06: Mudanças climáticas

A Terra está se aquecendo lentamente. Todos os anos entre 2001 e 2010 estão entre os mais quentes desde que as medições começaram. As séries históricas de dados, a partir dos anos de 1990, também indicam um aquecimento de 0,2°C por década.

De acordo com o quinto relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climatica da ONU), feito por mais de 2500 cientistas do mundo todo e divulgado em 2013, a previsão é que a temperatura do planeta suba entre 1,3°C e 1,7°C até 2010. Projeções mais pessimistas apostam em 4,8°C.

As enchentes são muitas vezes causadas por mudanças climáticas bruscasTal fenômeno muda toda a dinâmica da Terra. O derretimento das galerias já provocou uma elevação de cerca de 20 centímetros nos oceanos entre 1900 e 2012. Doenças tropicais associadas à temperatura, como malária e febre amarela, têm ocorrido em regiões onde até então não eram registradas.

Isso porque os mosquitos que as transmitem já conseguem sobreviver em altitudes mais elevadas, que ficaram mais quentes.

Os desastres naturais também se multiplicaram. Todos os anos, a resseguradora alemã Munich Re levanta o volume de indenizações pagas por catástrofes ligadas ao clima, como tornados e maremotos.

Na década de 1980, o número de catástrofes desse tipo raramente passava de quinhentas por ano; a partir de 2006 essa quantidade chegou a cerca de noventa eventos por ano; as indenizações entre 2003 e 2013, alcançaram a média de 56 bilhões de dólares anuais.

Os recursos hídricos são particularmente afetados pelo aquecimento global. Na última década, desastres de origem estáveis em relação aos últimos sessenta anos. Mais as ocorrências associadas ao clima, como inundações, secas ou tempestades, dobraram em relação à década de 1990 e quase triplicaram em comparação com os anos 1980.

Segundo dados da ONU, 780 mil pessoas morreram de 2000 a 2009 devido a desastres naturais. Depois dos terremotos (60%), os desastres naturais com mais mortes na referida década foram os furacões e tempestades (22%) e as temperatura extremas (11%). A organização lembrou, em 2014, que a recorrência dos desastres naturais pode anular as chances de o planeta superar a fome e a pobreza extrema.

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