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DESPERDÍCIO DE ÁGUA EM NOSSAS CASAS, NA AGRICULTURA E NA INDÚSTRIA

O que você tem feito para evitar o desperdício de água

O que você tem feito para evitar o desperdício de água

Olá leitores da Ribeira limpeza e higienização de caixa e reservatórios de água,

Vamos discutir o Desperdício de Água em nossas Casas, na Agricultura e na Indústria. Se, por um lado, a poluição ameaça a água de que dispomos, por outro, o uso irrefletido também representa um risco.

Cada vez mais é importante a conscientização de que os recursos hídricos são limitados e o seu desperdício tem consequências.

Cada setor da economia, cada fatia da sociedade, tem sua parcela de responsabilidade nessa história.

O consumidor – doméstico, industrial ou agrícola – não é o único esbanjador. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes a 2012, 36,9% da água captada pelas companhias do setor se perde até chegar as torneiras, por causa de defeitos ou vazamentos.

Os números relacionados a perdas no sistema ganharam relevância na crise da água em São Paulo deflagrada no início de 2014, quando o principal sistema de abastecimento da capital paulista, o Cantareira, atingiu níveis mais baixos de sua história.

Soube-se, então, que o estado conta com uma perda média de mais de 30%. A situação se repete em todo o país, que apresenta alto índice de perdas: de 74.16%, no Amapá, a 19,65%, no Mato Grosso do Sul, conforme o Instituto Trata Brasil. A mesma situação aponta que uma redução de 10% nas perdas representaria um acréscimo de 1,3 bilhão de receita das operações ligadas à água.

O desperdício de água não é exclusividade nacional. O Banco Mundial calcula que algo entre 25% a 30% da água distribuída no planeta seja perdido.

 

O banheiro é onde há mais desperdício de água em nossas Casas

Lavar calçada com a água é uma das formas mais comuns de desperdício de água em nossas casas

Lavar calçada com a água é uma das formas mais comuns de desperdício de água em nossas casas

De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNDU), atualmente, a população mundial usa 1,5 milhão de quilômetros cúbicos de água por ano sem necessidade.

Um relatório do Banco Mundial, por sua vez, apresentou o desperdício por classe econômica. Os ricos gastam em média 1,167 metros cúbicos de água por ano, enquanto os pobres gastam 386 metros cúbicos.

No Brasil, o consumo por habitante é de 187 litros diários por pessoa. Os desperdícios em nossas casas estão relacionados a hábitos como longos banhos ou lavagem de quintais, calçadas e carros com mangueira.

O banheiro é onde há mais desperdícios. A simples descarga de um vaso sanitário pode gastar até 30 litros de água, dependendo da tecnologia adotada. Uma da mais econômicas consiste numa caixa d’água com capacidade para apenas 6 litros, acoplada ao vaso sanitário.

Sua vantagem é tanta que a prefeitura da Cidade do México lançou um programa de conservação hídrica que substituiu 350 mil vasos por modelos mais econômicos. As substituições reduziram tal forma o consumo que seria possível abastecer 250 mil pessoas a mais.

No entanto, muitas casas no Brasil têm descargas embutidas na parede, que costumam ter um altíssimo nível de consumo. O ideal é substituí-las por outros modelos.

O banho é um outro problema. Quem optar por uma ducha com aquecimento central gasta até três vezes mais do que quem usa um chuveiro elétrico convencional. São gastos, em média, 30 litros a cada cinco minutos de banho.

 

Desperdício de água na Agricultura

O método de aspersão é um dos mais comuns, porém o que mais desperdiça água na agricultura

O método de aspersão é um dos mais comuns, porém o que mais desperdiça água na agricultura

À semelhança do que ocorre na maioria dos países, no Brasil a agricultura é o setor que mais consome água, representando 69% do consumo total do país – enquanto o uso doméstico urbano é responsável por 10%, a indústria, por 17% e a criação de animais, por 12%.

A irrigação é vital para a agricultura na maior parte do planeta e em certas regiões do Brasil. Cerca de 18% das áreas cultivadas globalmente são irrigadas. Contudo, como elas costumam produzir mais de uma colheita por ano, sua participação na produção mundial de alimentos é proporcionalmente maior – até 44%.

Segundo o último Censo Agrícola, de 2006, o Brasil tem 4,6 milhões de hectares irrigados – relativamente pouco, em face de área plantada no país, em parte pelos custos envolvidos, em parte porque a prática só se difundiu aqui a partir dos anos 1970.

Estima-se que no país haja em torno de 30 milhões de hectares de solos aptos para agricultura irrigada. No entanto, atualmente, pouco mais de 5% da área plantada é irrigada, o que corresponde a 16% do volume de alimentos e 35% do valor da produção.

Dependendo da região onde é praticada, a irrigação pode adotar modelos bastante diferentes. Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, ela é mais comum em arrozais e plantações de grãos; tem crescido particularmente na cultura de soja do Centro-Oeste. No Nordeste, é praticada com pesado investimento governamental, visando ao desenvolvimento regional, e está concentrada na fruticultura, com destaque notável para o Vale do São Francisco. No Norte, extremamente chuvoso, lavouras irrigadas são praticamente inexistentes.

As técnicas de irrigação variam bastante, e podem ser mais ou menos perdulárias. Muitas vezes, os agricultores promovem a inundação de seus campos ou constroem canais de água paralelos aos canteiros, tecnologias que promovem enorme desperdício de água.

Não muito mais eficientes são os sistemas de aspersão, comuns no Brasil. Dentre eles, está o pivô central, com uma haste aspersora que gira em torno do próprio eixo, molhando uma grande área circular.

Em todos esses casos, as plantas só absorvem uma parte pequena da água. O resto evapora ou escorre para corpos d’água próximos. Muitas vezes, isso acaba promovendo erosão, salinização da água ou sua contaminação com agroquímicos. O aspersor é responsável por perdas de 25% a 50%.

Técnicas mais eficientes podem reduzir muito a quantidade de água necessária. Uma das principais é o sistema de gotejamento – um duto passa ao longo das raízes das plantas, pingando apenas a água necessária.

Essa solução restringe as perdas para algo entre 5% e 15% da água, e aumenta a produtividade entre 20% e 90%, dependendo da cultura. Entretanto, em função do alto custo da implantação, a técnica ainda é muito pouco empregada no Brasil.

O alto desperdício de água nas formas mais tradicionais de irrigação de campos de cultivo tem sido objeto de estudos de cientistas, ambientalistas e agrônomos de todo o mundo. Quando se considera que o Brasil tem uma área cultivada de cerca 50 milhões de hectares, percebe-se a importância do estabelecimento e da viabilização de projetos racionais de irrigação.

Por enquanto, prevalecem no país os métodos de superfície, como a aspersão, que imita a chuva, em que o rendimento é baixo e o desperdício é alto. É consenso que métodos como o gotejamento ou a de irrigação subterrânea (em que há tubulações perfuradas enterradas sob a área de cultivo) são mais eficientes e sustentáveis.

A qualidade da água na agricultura é também uma questão de saúde pública; a água poluída em decorrência de esgoto doméstico sem tratamento ou efluentes industriais podem contaminar o solo e os vegetais cultivados, transformando-os em vetores de uma longa série de doenças. Por outro lado, a água residual da agricultura, se carregada de fertilizantes e agrotóxicos, poluirá os corpos d’água que alcançar.

Paralelamente a sua grande produção agrícola, o Brasil tem uma importante indústria pecuária: em 2009 o número de rebanho bovino foi de cerca de 193 milhões de cabeças distribuídas sobretudo nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Esses animais consomem grandes quantidade de água e produzem resíduos que podem ameaçar as reservas hídricas das regiões próximas aos criadouros.

O poder poluente dos dejetos suínos é cerca de dez vezes superior ao do esgoto humano. Entretanto, o Brasil ainda não tem política públicas concretas para enfrentar esse problema.

 

Desperdício de água na Indústria

Vazamento em tubulações de água da indústria, cerca de 40% de desperdício de água

Vazamento em tubulações de água da indústria, cerca de 40% de desperdício de água

As indústrias utilizam a água de diversas maneiras: no resfriamento e na lavagem de seus equipamentos, como solvente ou ainda na diluição de emissores poluentes.

Em termos globais, a indústria é responsável por 22% de toda a água doce consumida. Essa porcentagem é maior em países ricos – 59% – e bem menor nos países pobres – apenas 8%.

Alguns setores são especialmente perdulários nesse quesito. Um bom exemplo é o siderúrgico: na produção de uma tonelada de aço, são utilizados até 350 metros cúbicos de água.

O consumo de água também é alto na produção de papel, em que cada tonelada de produto produzido gasta em torno de 80 a 2 mil metros cúbicos de água.

Hoje, entretanto, indústrias de todo o mundo, inclusive brasileiras, têm procurado implantar novos processos e tecnologias para diminuir essa proporção.

As atividades industriais consomem grandes volumes de água, utilizada para as mais diversas finalidades, como:

  • Matéria-prima;
  • Solventes ou reagentes;
  • Lavagem de produtos;
  • Instalações e equipamentos de resfriamento ou equipamento
  • Geração de energia.

A quantidade é extremamente variável de acordo como o segmento. Para a produção de uma tonelada de petróleo gastam-se até 400 mil litros de água; para a mesma quantidade de papel, são necessárias até 2 milhões de litros. No total, estima-se que 22% da água doce é usada na indústria; porém grande parte dessa água perde-se ou é desperdiçada ao longo dos processos produtivos.

Assim, o papel da indústria na crise mundial da água não se restringe à população, mas envolve também o excesso de consumo e o desperdício. As soluções, portanto, passam por planejamento mais eficiente, maior controle das etapas produtivas e correto manejo da água.

Outro ponto fundamental para a gestão hídrica na indústria é o reuso da água. Os efluentes podem ser tratados e reutilizados de diferentes maneiras, mesmo que o reaproveitamento direto não seja possível; da mesma forma, águas originadas do esgoto urbano podem ser reaproveitadas em indústrias – para resfriamento de equipamentos ou lavagem de maquinário, por exemplo.

Evitar a poluição industrial nem sempre é barato. As indústrias devem construir estações de tratamento de efluentes que reduzam seus teores de contaminação aos limites permitidos por lei.

Essas estações podem utilizar métodos físicos, químicos ou biológicos de tratamento, conforme o tipo e o grau de contaminação. Por exemplo, grandes, peneiras e decantadores são usados para separar partículas maiores; bactérias degradam materiais biológicos; e aditivos químicos corrigem o pH.

O ideal, contudo, é que, antes de pensar em tratar os efluentes, as indústrias procurem minimizar a produção de resíduos. Para isso, devem ser implantados programas de produção mais limpa. Este conceito propõe que se faça uma análise criteriosa de toda a linha de produção, seguida de uma série de adaptações de modo a economizar água, energia e matérias-primas ao longo dos processos industriais.

Afinal, qualquer desperdício de água na indústria converte em resíduos no fim do processo, por exemplo: nos últimos anos as indústrias de papel da Finlândia reduziram o uso de água em 90% graças à substituição de processos químicos por termomecânicos e à instalação de estações de tratamento biológicas que permitiram o reuso da água servida.

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