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O melhor controle de pragas em condomínios é a conscientização

O melhor controle de pragas em condomínios é a conscientizaçãoA melhor arma no controle de pragas em condomínios é a conscientização – A constatação é do colaborador Cleber Machado da Ribeira Dedetizadora, empresa estabelecida há exatos 18 anos na cidade de São Paulo, no segmento de controle de pragas em empresas, condomínios, imóveis comerciais e residenciais.

Durante a entrevista, no qual enfatizou a importância deste conceito – de controle de pragas em condomínios, com todos os procedimentos que se deve fazer observar – seja no contexto condominial como no urbano.

Ele apontou como corretas todas as medidas de caráter preventivo e a observância da periodicidade das dedetizações, em seis meses nos edifícios, tida – inclusive do ponto de vista sustentável – como ideal, aliada à menor concentração de inseticida nas aplicações, em comparação ao que se via em décadas anteriores, principalmente para condomínios. Para ele, essas ações terminam por facilitar o trabalho do síndico, asseguram a tranquilidade dos condôminos e da população, além de zelar pela saúde pública. 

Dos anos 40 para cá, houve uma proliferação no uso de dedetizadora para o combate das pragas urbanas mais comuns principalmente em condomínios. Com a constatação da resistência dessas pragas e a queda da eficácia no combate aos invasores, que diferencial precisa-se para efetuar esse combate nos dias de hoje e no contexto condominial? 

No contexto condominial na verdade, trabalhar não só hoje com o controle de pragas, mas com a conscientização da população, os condôminos e os condomínios em si. Hoje, a gente percebe que os condomínios estão mais conscientizados acerca da importância do controle de pragas, porém o que acontece: a resistência do inseto tem aumentado bastante, em contrapartida temos aplicado produtos de dedetização que tem que ser com uma toxicidade menor do que antigamente, realmente.

Antigamente falava-se muito em DDT, hoje não se exige DDT, o que se trabalha é com controle de pragas, controlar a população dos invasores, de forma que não se adianta fazer uma aplicação para durar um, dois ou três anos. A população da praga é controlada. Então tem que se aplicar um produto que não agrida a população, os condôminos, que não se manifeste na população, na saúde dos animais, da saúde pública para se controlar de forma mais eficaz, e que não afete a bagagem hormonal das pessoas.

Perguntas e resposta sobre o controle de pragas urbanas em condomínios

1 – Por que deve-se fazer dedetização a cada seis meses, segundo prescrições técnicas? Esse prazo pode ser maior?

A dedetização não poderia ser maior. Talvez, em alguns ambientes de algumas regiões, como na área litorânea, ou áreas próximas a clínicas e hospitais ou regiões mais centrais na cidade, onde estão condomínios deveria ser mais periodicamente, até.

Por que? O controle da população de insetos, principalmente das baratas que invadem os condomínios tem um ciclo de proliferação de aproximadamente 20 a 30 dias. O produto aplicado (contra elas) tem um efeito residual muito ativo nos primeiros 180 dias. Então dá-se uma garantia de seis meses. O controle semestral é eficiente e realmente o ideal.

2 – Como deve funcionar o controle de pragas num condomínio? Existem medidas internas que possam colaborar?

Com certeza. Caixas de esgoto, por exemplo, no condomínio. É importante que o setor de manutenção tenha cuidado com isso. Que elas sejam bem vedadas, em condições, com tampas favoráveis. Existem condomínios que estão com todas as tampas quebradas. Lixeiras. Todo condomínio tem que ter lixeira fechada e lavada diariamente, ou pelo menos no dia em que passa o coletor de lixo.

As plantas do condomínio devem ser baixas, quando não são plantas ornamentais, para não favorecer o aparecimento de outros invasores como mosquitos e pernilongos. Condomínios que são altos que têm moradia para população dos pombos, devem fazer proteção para que eles não venham se hospedar e trazer outros problemas. (…) 

3 – Esse controle traz conceitos relacionados à ideia da sustentabilidade?

Sim. Traz e deve trazer mesmo esse conceito de sustentabilidade. Justamente porque hoje diminuímos a parte de concentrante de inseticida. Hoje, o ideal é que se faça o menor número de aplicação com menor quantidade de resíduo químico. Hoje é importante que se tenha a conscientização da população na manutenção do condomínio, no sentido de eliminar os focos e a gente diminuir o uso de praguicidas.

4 – No controle de pragas, quais são os maiores cuidados a serem observados em um edifício, por parte do síndico? 

A periodicidade no controle das pragas, a frequência na limpeza e higienização das caixas d’água no condomínio. No Estado de São Paulo, na verdade, não tem uma legislação que obrigue – traga obrigatoriedade da limpeza e da semestralidade das aplicações, como tem no estado do Rio de Janeiro, que tem legislação prescrita mesmo para isto.

Mas a gente sabe, pelo bom senso, até mesmo por todos os controles esta preocupação de se fazer. Então, essa preocupação típica do síndico é ter empresas responsáveis que façam esse controle de pragas e cobre isso das zeladorias e dos setores de manutenção esses trabalhos de manutenção periódica.

5 – O que o síndico deve considerar ao contratar uma empresa de controle de pragas ou o que deve ser considerado no ato da contratação? 

Principalmente se a controladora de pragas urbanas é legalizada. Isso é importante. Hoje existe um aumento muito grande de controladoras de pragas, mas várias delas em estado irregular. Ter conhecimento de que produto a dedetizadora vai utilizar no seu condomínio e se está registrado pelo Ministério da Saúde.

Se tiver problema de contaminação em algum apartamento e com algum condômino, ele tem que ter este certificado, laudado com produto, com registro pelo Ministério. Esta é principal preocupação. Depois disso, esta empresa de controle de pragas mesmo legalizada vai dar uma assistência para este condomínio no período que cobre sua garantia.

6 – As baratas, por serem mais comuns, são as mais combatidas. Existem métodos – químicos e não químicos – empregados no controle de baratas. Como deve ser aplicado em condomínios esses métodos? 

O controle de baratas compõe método químico e não químico. O não químico é a parte de contribuição dos parceiros contratantes, que seriam a parte de lixeira, parte de galeria de esgoto, grelhas devem estar sempre limpas e não entupidas, como muitas vezes costumamos pegar.

Deve estar de preferência com telamento para impedir que as baratas subam. E a parte química seria, realmente, a parte de combate com inseticida. Hoje, temos inseticidas de ótima consideração para isso que são inseticidas de ação Nock down, de choque para matar a barata na hora, mas tem que ter o residual, para assegurar durabilidade e dar garantia ao cliente.

Além da ação desalojante, que é para aquela baratinha escondidinha ali num bueiro, atrás de um determinado módulo ou numa área verde, de lazer do condomínio possa sair, entrar em contato com o inseticida e morrer. Então, existe hoje um trabalho químico, que é o inseticida, com uma barreira física que é a barreira de proteção dos colaboradores do condomínio.

7 – Qual medida ou procedimento um condomínio deve adotar ao estar avizinhado a terrenos baldios? Quais são as pragas mais comuns desse tipo de lugar? 

Principalmente roedores, em segundo as baratas, principalmente de esgotos, que são voadoras, os escorpiões e a população que passa a ser mais presente são os pernilongos, que vão se esconder ali no mato. Se ali estiver lagos, água parada, aí será problema. Quanto ao condomínio, ás vezes, ele não tem muito acesso a essas regras, porque não vai poder contratar trabalho para um terreno vizinho em que não tem responsabilidade.

O que deve fazer? Ele deve contatar a prefeitura de sua região e pedir providências. Porque ele pode fazer uma barreira física, química do seu lado, condominial. Uma barreira de proteção, cinturão, de seu condomínio, mas na área do terreno baldio, infelizmente, a dedetizadora não pode entrar, nem fazer nada.

8 – Mas ele pode denunciar na prefeitura… 

Deve procurar a prefeitura porque como a prefeitura normalmente vai até lá e vai chamar a atenção documentar isso. Vai documentar e notificar o proprietário do terreno e em alguns casos – naqueles que não consegue autorização – a prefeitura até faz alguma medida de proteção.

9 – A dedetização empregada é prejudicial à saúde humana? 

Se a dedetização for empregada de forma correta, com profissionais que fazem da forma certa, não é. É lógico que estamos trabalhando com pessoas, seres humanos e veneno. Inseticida é veneno.

10 – Inseticida é veneno, vai trazer problemas?

Sim, se for aplicado de qualquer forma. Aplicado da forma correta, produto adequado, registrado no Ministério e com dosagem correta e utilização e sendo feito inclusive com respeito às horas, tempo que tem de se ventilar, ficar fora (do local), ela não é prejudicial. Pode ser feita, inclusive assim, ela é feita em hospitais, pediatria, clínicas, então ela não é prejudicial.

11 – O mesmo se aplica a desratização? 

O mesmo se aplica a desratização, tendo um outro lado de preocupação. O controle de roedores urbanos tem que ser feito também por pessoas profissionais, porque o raticida a pessoa pode comprar em qualquer mercado na esquina.

Porém, este raticida é registrado? Tem antídoto? Para que se um animal do condomínio, porque as pessoas num condomínio têm o seu animal de estimação que desce uma vez por dia ou uma criança que está brincando no playground pegar uma isca dessa e consumir, ela vai morrer? Não, se for uma isca registrada que tenha o antídoto, ela pode ser socorrida, pode ter algum problema mas vai ter o socorro médico. Se for um produto qualquer, ela pode ser letal, porque é um veneno.

12 – Outros problemas sérios podem ser trazidos por cupins, que podem acarretar curtos-circuitos. Que medidas devem ser tomadas contra eles? 

Cupim é uma preocupação que a gente percebe que os condôminos não têm tanto. Isso o síndico, ás vezes, quando pede um controle de pragas, ele não se preocupa muito com a parte de cupim, que o cupim é um inimigo oculto. Então, não é uma coisa muito visível. Porém, ele traz problemas sérios, realmente.

O condomínio tem que se preocupar com uma sipé de vistoria para limpeza de caixa d’água e dedetização se faça também uma avaliação das condições do prédio para descupinização, também conhecida como controle de cupins. Só para galgar se está tudo bem ou não. Porque havendo necessidade de descupinização, o cupim – além de poder danificar a parte de gesso, forro, curto-circuito, ele pode muitas vezes até derrubar determinadas estruturas. E pode começar, se for cupim-de-solo, como ocorre muito em regiões quentes começar a atacar lá embaixo, no primeiro subsolo de garagem, chegar para atacar uma cobertura. Olha o prejuízo de patrimônio…

13 – Você gostaria de falar alguma coisa a mais sobre pragas urbanas principalmente em edifícios?

É importante também sobre pragas urbanas, o tratamento de jardinagem dos edifícios. Muitos deles têm áreas grandes de jardim, com grandes problemas de formiga, que é uma praga que as pessoas não se preocupam tanto, e acabam deixando isso por conta do zelador ou do pessoal de jardinagem.

Essa empresa de jardinagem, ela tem certeza que também tem responsáveis ou controladores para área de cumia, do controle de jardinagem e assessoria em jardins. Porque, caso contrário, essas formigas vão invadir as áreas comuns e aí não se sabe da onde veio o problema.

Do jardim? Mas o jardim é tratado por quem? Do Jardineiro? Então, não é. Do controlador de pragas? Trata, cuida da planta, mas ele não aplica o produto ou o inseticida correto para eliminar a formiga, e aí? Então, é importante ter esse controle de formigas nos condomínios, e outra preocupação grande é a população de pombos que tem em prédios muito altos em regiões centrais que têm pessoas idosas que moram. É outro problema. Os idosos acabam trazendo, jogando alimentos para os pombos e isso acaba atraindo cada vez mais, mas os pombos são muito prejudiciais à saúde. Então, é importante ter esse controle também.

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